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Filantropia Negra no Brasil

  • 25 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura



A mesa de encerramento das Oficinas de Leitura 2025 propôs uma reflexão sobre a filantropia negra no Brasil, considerando que este é um tema central para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. A comunidade negra, historicamente marcada por desigualdades sociais, econômicas e políticas, poderia ver na filantropia uma ferramenta importante de resistência e transformação. Nessa discussão, exploramos como as iniciativas de filantropia negra, lideradas por organizações e indivíduos comprometidos com a luta antirracista, têm o potencial de desafiar as estruturas tradicionais de poder e propor alternativas ao modelo de filantropia dominante. Também abordamos como a ocupação de espaços de decisão nas grandes filantropias por indivíduos negros poderia transformar as práticas de doações, tornando-as mais inclusivas e representativas. Por fim, analisamos como a filantropia pode tanto apoiar quanto comprometer a autonomia e a agenda dos movimentos sociais, refletindo sobre práticas filantrópicas mais justas e alinhadas às suas demandas e estratégias.



04 de Junho de 2025

Oficina de Leitura

  • Petrônio Domingues: Frente Negra Brasileira e a questão da educação (Revista Brasileira de Educação [2008]

  • Lucas Ribeiro Campos: Introdução e Capítulo 1 – Sociedade Protetora dos Desvalidos


Responsável pela discussão: Raissa Ventura



25 de Junho de 2025

Conferência



Giovanni Harvey

Diretor Executivo do Fundo Baobá para a Equidade Racial, integra a Governança de instituições da filantropia e do investimento social privado e participa de redes nacionais e regionais. Tem mais de trinta anos de experiência como executivo na iniciativa privada, na administração pública e no terceiro setor. Foi Presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Fluminense – UFF (1988 a 1989), empresário no setor de seguros e previdência privada (1994 a 2004), fundador da Incubadora Afro-Brasileira (2004) e consultor do PNUD, BID e Banco Mundial em projetos de desenvolvimento econômico inclusivo, incluindo a estruturação do Programa de Incubadoras de Empresas do Ministério da Economia de Cabo Verde (2007). Exerceu cargos nos três níveis da Administração Pública nas áreas de Direitos Humanos, Segurança Pública, Trabalho e Renda, Ciência e Tecnologia, Assistência Social, Governança e Igualdade Racial, dentre os quais Secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas (2008 a 2009) e Secretário Executivo (2013 a 2015) da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR). Atuou diretamente na formulação, tramitação e implementação da Lei n. 12.990/2014 (Cotas nos Concursos Públicos) e da Lei Complementar n. 150/2015 (Reconhecimento dos Direitos Trabalhistas nos contratos de trabalho doméstico).



Iracema Souza

Cientista Social e doutoranda em Sociologia pela UFRJ, pesquisa as juventudes brasileiras a partir de uma perspectiva interseccional de raça, classe e gênero. Atualmente, atua como gerente de conhecimento e advocacy no Fundo Agbara. Foi oficial de justiça racial no Instituto Internacional sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos. Possui experiência em monitoramento e avaliação de projetos sociais. Seus interesses de pesquisa incluem metodologias de investigação qualitativa e quantitativa, movimentos negros e de mulheres, filantropia e investimento social.



Marcio Black

Cientista político, diretor do Instituto Beja e maratonista.


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